Contamos, ainda este ano letivo, voltar a receber o escritor e ilustrador bracarense Pedro Seromenho na nossa escola, para uma grande surpresa. Mais se não diz, por se tratar de ... uma surpresa. Lá mais para o mês de fevereiro 2013, muito provavelmente. Os preparativos ainda estão a decorrer.
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sábado, outubro 13, 2012
terça-feira, novembro 08, 2011
PEDRO SEROMENHO VOLTA À NOSSA ESCOLA!
Vai ser já no dia 9 de novembro, numa sessão que decorrerá das 10h30 às 12h00, no nosso Auditório. Desta vez, o nosso amigo Pedro Seromenho vem apresentar-nos a sua última maravilha: um conjunto de 4 livros que abordam um assunto atual e particularmente relevante: a RECICLAGEM.
As inscrições para participar nesse encontro, sempre mágico e entusiasmante, estão abertas.
RECICLAR? UMA SADIA MANIA!
segunda-feira, maio 09, 2011
PEDRO SEROMENHO DESLUMBRA AGRUPAMENTO
Alunos do Agrupamento D. Nuno Álvares Pereira deslumbrados pela arte de Pedro Seromenho
«Estarão presentes 150 alunos no auditório? … Fantástico!»
Pedro Seromenho (ao saber que o auditório estaria cheio no dia 3 de Maio 2011)
Foi uma honra para o Agrupamento ter recebido, no passado dia 3 de Maio, o escritor, ilustrador e ímpar comunicador bracarense, Pedro Seromenho, que espalha talento e magia como quem respira.
A empatia que Pedro Seromenho, com simplicidade e bonomia, estabelece com as crianças e com todos os adultos que – felizmente – nunca deixaram de o ser, é verdadeiramente espantosa.
O encontro dividiu-se em três partes.
De início, a turma do 7ºC fez-nos descobrir o universo mágico deste artista, através da dramatização da obra A Estrelinha Pálida, respondendo a um desafio lançado pelo professor bibliotecário da escola sede, ainda no mês de Novembro. A obra de Pedro Seromenho foi por ele adaptada, de forma livre, com conhecimento do autor. Dessa adaptação nasceu o texto dramático As Aventuras da Estrelinha Pálida.
A encenação desse texto foi trabalhada ao longo de vários meses, com o incansável empenho da Directora de Turma e professora de Língua Portuguesa, Paula Vaz, nas aulas de Estudo Acompanhado e Formação Cívica.
Desde a primeira hora, a turma contou igualmente com o activo e esclarecido empenho do professor Arlindo Marques, que aderiu a esta iniciativa através do Projecto NAR. A docente de Educação Musical, Cláudia Lopes, também se associou a este trabalho, abrilhantando-o com a sua interpretação musical, à qual se associou o professor Arlindo Marques. A docente Delminda Godinho está ainda a concluir alguns trabalhos, que em breve já poderão ser utilizados.
A obra A Estrelinha Pálida, na sua aparente leveza e simplicidade, aborda a temática muito séria da busca da felicidade e do lugar que cada um ocupa no mundo. A estrelinha Pálida anda à procura do seu brilho. Após mil aventuras, acaba por encontrá-lo no seio de uma família simples que a acolhe.
A dramatização dessa obra foi do agrado geral. Foi a primeira apresentação pública efectuada pela turma. Todos os alunos foram envolvidos de uma forma ou de outra na representação da obra: uns como actores, outros com a composição dos cenários em computador, outros ainda elaborando os convites, folhetos e cartazes. Após horas e horas de dedicação, de repetição, de treino, de pesquisa, de angústia, de desânimo ou de exaltação, pode dizer-se que, no dia 3 de Maio, os alunos da Turma do 7ºC também encontraram o seu brilho, quando o Pedro Seromenho, visivelmente emocionado pelo seu trabalho, subiu ao palco e agradeceu à turma a bela representação.
De seguida, Pedro Seromenho apresentou a sua já significativa obra, de uma forma que cativou a assistência. Proporcionou-nos uma viagem dinâmica, viva, fantástica, erudita por vezes, pelo mundo da fantasia e da magia da linha, do traço, das palavras, do humor, das histórias e da cor.
Por fim, ainda antes de autografar de forma original cada livro adquirido, Pedro Seromenho elaborou um magnífico desenho, com base em sugestões apresentadas pelos alunos. Esse desenho está exposto na Biblioteca.
Da parte da tarde, de novo num auditório completamente cheio, desta vez com o apoio da colega Bibliotecária do Pré-escolar e do 1º Ciclo, Suzana Marquês, o Pedro Seromenho voltou a espalhar encanto, magia e boa disposição pelo auditório, para alunos do 1º ciclo, que se deslocaram ao auditório da escola sede, acompanhados pelos seus professores.
Pedro Seromenho voltou a compor um desenho magnífico, com base em sugestões apresentadas pelos alunos.
Deslumbrados com a evidência do seu talento, Pedro Seromenho ao terminar cada uma das sessões, despertou nos alunos a vontade de desenhar, de criar, de ler. Deixou saudades.
Por isso, ficou desde já agendada para o próximo mês de Outubro, nova visita para apresentar à nossa comunidade educativa o seu novo livro.
Que dizer mais? Daqui a seis meses, teremos novamente o auditório esgotado, para receber Pedro Seromenho. Para receber Pedro Seromenho?... Fantástico!
Capitão Kispo
terça-feira, abril 26, 2011
3 de MAIO: PEDRO SEROMENHO VISITA A NOSSA ESCOLA!
É com enorme satisfação que se divulga a vinda do notável escritor e ilustrador PEDRO SEROMENHO à nossa escola, no próximo dia 3 de MAIO, para apresentar as suas obras mais recentes.
Está prevista uma sessão de divulgação dos seus livros no Auditório da Escola Básica D. Nuno Álvares Pereira, pelas 10h30. Esta decorrerá até às 12h00 e está aberta a turmas dos 2º e 3º Ciclos.
Para poder participar nesta sessão de apresentação da sua obra, basta preencher o formulário afixado na Sala de Professores.
Vai ser um dia de viagem pelo mundo da magia criativa numa sessão interactiva e dinâmica, uma vez que o Pedro vai fazer um desenho a partir das indicações dadas pelos alunos. Numa das suas últimas presenças em Tomar, o Pedro fez este magnífico desenho:
Humor e gargalhadas garantidas, neste livro de Pedro Seromenho:
No dia 3 de Maio, a turma do 7ºC vai apresentar uma dramatização da obra a Estrelinha Pálida na sessão das 10h30 às 12h00.
Da parte da tarde, está prevista uma segunda sessão para os alunos do 1º Ciclo. Ambas vão decorrer no nosso auditório.
Um especial agradecimento à prof.ª bibliotecária Eunice Neves de Ourém, cuja colaboração contribuiu para tornar possível a realização deste encontro com este grande artista da ilustração e da palavra, numa parceria entre a nossa e a sua biblioteca.
Capitão Kispo
domingo, outubro 17, 2010
SUGESTÃO DE LEITURA DO KISPO
Nunca é tarde para sonhar...
Título: A Estrelinha Pálida
Autor e Ilustrador: Pedro Seromenho
Editora: Opera Omnia
Ano de Publicação: 2010
Como são escuras e tristes as noites das crianças pálidas. Como parecem brilhar mais intensamente as estrelas que brilham nos olhares das outras crianças. Brilham mais porque são felizes.
E assim criamos lentamente estrelas pálidas. Estrelas que perderam o Norte. Estrelas que andam à deriva. Como é dramático ser uma estrela Pálida!
Título: A Estrelinha Pálida
Autor e Ilustrador: Pedro Seromenho
Editora: Opera Omnia
Ano de Publicação: 2010
Comentário do livro
Sem família, somos como estrelas pálidas
Conheço muitas estrelas pálidas. São crianças que não conhecem a claridade da vida familiar. Crianças sempre “ a caminho de “ qualquer coisa. Da casa do pai, da mãe, dos avós ou de amigos. São crianças à espera de um sorriso, de um abraço, de uma prova de afecto e de amor. Era o caso da Estrelinha Pálida:
“Ninguém lhe dava atenção.” (página 10)
“Ninguém lhe dava atenção.” (página 10)
Como são escuras e tristes as noites das crianças pálidas. Como parecem brilhar mais intensamente as estrelas que brilham nos olhares das outras crianças. Brilham mais porque são felizes.
Na relação de amor/ódio que sempre envolveu o conceito de família, simultaneamente entendida como berço fundamental da educação e como centro de conflitos pelas imposições que gere, pelas regras que impõe, muitos acharam que a liberdade individual se deveria sobrepor à clausura familiar. Cada um por si. Viver a vida. Ser eu. Mando em mim. Conheço todas as expressões libertadoras. Muitas li-as nos livros, outras ouvi-as em rasgos de desafio e de aventura.
E assim criamos lentamente estrelas pálidas. Estrelas que perderam o Norte. Estrelas que andam à deriva. Como é dramático ser uma estrela Pálida! Foi talvez este a grande mensagem que o Kispo retirou do admirável novo livro de Pedro Seromenho “A Estrelinha Pálida”.
Descendo à Terra e após ter vencido perigos terríveis - como nos contos para crianças - , a estrelinha solitária encontra finalmente o seu brilho quando encontra um lar, onde mora um casal que não podia ter filhos:
“Foi naquela cabana, onde morava um casal pobre que não podia ter filhos, que ela encontrou uma família e um lar. Os seus novos pais, que a receberam de braços abertos, contaram-lhe histórias de encantar e embalaram-na com carícias e sorrisos. Nunca mais a deixaram sozinha. Foi uma espécie de milagre.” (página 31)
É o milagre de Pinóquio realizado novamente: o velhote que não tinha filhos viu um boneco de madeira transformar-se num menino de verdade. A Estrelinha Pálida, quanto a ela, após ter sido adoptada, passa a ser simplesmente Pálida, uma menina que aprende a ler e a escrever com a mãe, enquanto o pai vai trabalhar:
“Mimada e acarinhada, a Pálida sentiu-se a menina mais especial do universo. De tarde, quando o pai ia trabalhar, ajudava a mãe na lida da casa e esta ensinava-a a ler e a escrever, para ela se tornar numa mulherzinha. ” (página 32).
Pálida começou a brilhar como as outras estrelas. No dia em que encontrou a alegria de uma família, a menina Pálida tornou-se brilhante, estrela entre estrelas, criança entre crianças :
“E AO CAIR DA NOITE, LÁ IA A ESTRELINHA PARA JUNTO DAS AMIGAS, PARA OCUPAR O SEU LUGAR NO CÉU. NUNCA MAIS PAROU DE BRILHAR.” (página 33)
Mais um importante pormenor a salientar neste livro: as ilustrações de Pedro Seromenho atingem um encantamento que raramente vi, com um poder evocatório fabuloso e um permanente diálogo com o texto.
Em suma, um livro admirável a não perder, para que todos possamos brilhar um pouco mais, nestes tempos cinzentos e tristes.
O Kispo
Para conhecer melhor Pedro Seromenho:
terça-feira, maio 11, 2010
PEDRO SEROMENHO: UM ARTISTA À SOLTA!
Pedro Seromenho, que tão bem evoca reis conquistadores nos seus livros, conquistou, com todo o mérito, uma animadíssima plateia de alunos do 2º Ciclo da Escola Básica 2,3 D. Nuno Álvares Pereira, no auditório da Biblioteca Municipal de Tomar, na tarde de quinta-feira dia 6 de Maio.
Pedro Seromenho, desenhando inspirado pelos alunos
As crianças estavam deslumbradas, mantendo um burburinho calmo que revelava atenção, concentração, surpresa e fascinação perante os desenhos que Pedro Seromenho ia criando. Já não eram só alunos, eram sobretudo espectadores do milagre da criação. Os desenhos de Pedro Seromenho que iam circulando, eram observadas por olhares ávidos de descobrir uma personagem, uma figura ou uma paisagem.
Um mar... de satisfação e de deslumbramento
A mão do genial artista executava gestos rápidos e precisos. No papel o traço surgia largo, aplicado e certeiro. Por vezes, Pedro Seromenho conjugava as palavras com o deslizar do marcador.
Desenho criado para a Escola Básica 2,3 D. Nuno Álvares Pereira,
por Pedro Seromenho, seguindo as sugestões dos nossos alunos.
A arte, quando é intrínseca à pessoa que a produz, impõe-se naturalmente, com um respeito imediato. Foi uma hora de pura felicidade e de viagem pela História e pelas histórias, que nos ofereceu Pedro Seromenho.Volte sempre!
O Kispo
E agora...
Para saber um pouco mais acerca de Pedro Seromenho
Biografia do autor
Pedro Seromenho Rocha, de nacionalidade portuguesa, nasceu sob a constelação de gémeos em 1975, na cidade de Salisbúria (Harare), República do Zimbabué. Com apenas dois anos de idade fixou-se em Tavira e mais tarde em Braga, onde reside actualmente.Embora se tenha formado em Economia, desde muito cedo demonstrou excepcionais apetências pelo universo da escrita e da pintura, colaborando em inúmeras publicações e exposições como escritor e ilustrador.
Agora, com o lançamento do romance “Nascente de Tinta”, o autor dá finalmente os seus primeiros passos num mundo de sonho e de imaginação que está ao alcance das crianças e dos adultos.
Trata-se do início de uma longa caminhada que, prevendo-se ora difícil ora gratificante, será sempre levada a cabo com prazer. Aliás, como o próprio autor adianta, este é o único caminho a tomar:
“No dia em que descobri este novo imaginário, redescobri-me por completo. Não fazia ideia do enorme prazer que é comunicar com o público jovem. De facto, são eles que me exigem uma escrita mais criativa e também sensorial. E o resto é fácil. É sonhar.”
Ilustração do livro "Nascente de Tinta"
Nesta aventura, o pequeno Gonçalo viaja até ao Reino do Silêncio, sítio de mitos e segredos, que é governado por um Rei Tirano. Com um coração de pedra e obcecado pelo poder, este Rei passa a vida a inventar leis, a proibir a música e a impedir os outros de serem felizes. Ninguém sabe ao certo o porquê deste Silêncio.
Por isso, desafiando-o, o Gonçalo parte em busca de uma Pedreira Encantada onde, segundo uma lenda, se esconde algo mágico e doce que pode mudar o destino do Reino.
Pedro Seromenho conseguiu concretizar um grande desafio: contar para os mais jovens a história de D. Afonso Henriques, 900 anos depois do seu nascimento, de uma maneira que os pudesse interessar e simultaneamente entusiasmar pela nossa história.«900 História de um Rei – Afonso Henriques 1109-2009» é um livro verdadeiramente magnífico e cativante. Pedro Seromenho evoca, de uma forma acessível e apelativa, o nascimento do nosso primeiro Rei, a formação do reino, as intensas batalhas pela independência, e ainda paixões e morte. As ilustrações são belíssimas!
Vale a pena ver:
Apresentação da obra "900 - História de um Rei"
E agora...
UMA SUGESTÃO DE LEITURA
UMA SUGESTÃO DE LEITURA
"Ao cair da primeira noite, adormeci sobre a areia, a mil milhas de qualquer lugar habitado. Estava muito mais só que um naufrago numa jangada em pleno oceano. Podem imaginar, portanto, a minha surpresa, quando fui acordado, ao romper do dia, por uma vozinha engraçada que me pedia:
- O quê?
- Desenha-me uma ovelha…
Ergui-me de um pulo, como que fulminado por um raio.
Esfreguei os olhos com força e olhei atentamente à minha volta. Reparei então num rapazinho extraordinário, que me fitava muito sério. Este é o melhor retrato dele que, mais tarde, consegui pintar. Mas o meu desenho, evidentemente, é muito menos encantador que o modelo. Não tenho culpa. As pessoas grandes fizeram-me desistir da minha carreira de pintor quando tinha seis anos, e não aprendi a desenhar absolutamente nada, salvo as jibóias opacas e transparentes.
Com os olhos esbugalhados de espanto, perscrutei aquela aparição. Não se esqueçam de que me encontrava a mil milhas de qualquer região habitada. Ora, o meu rapazito não parecia andar perdido, nem estar morto de cansaço, de fome, de sede, ou de medo. Não tinha nada o ar de uma criança perdida em pleno deserto, a mil milhas de qualquer região habitada. Quando, finalmente, consegui falar, perguntei-lhe:
_Mas… que andas tu aqui a fazer?
Repetiu então, baixinho, como se se tratasse de uma coisa muito séria:
-Por favor… desenha-me uma ovelha…"
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