segunda-feira, fevereiro 11, 2019

CONCURSO "REUTILIZAR E CRIAR"


                      
Os alunos que integram o Clube de Leitura da Biblioteca da Escola EB 2/3 D. Nuno Álvares Pereira em colaboração com a respetiva professora bibliotecária decidiram promover um concurso destinado a incentivar a criatividade dos alunos da escola EBDNAP, através da criação de brinquedos com base no reaproveitamento de materiais recicláveis. 

Apresenta-se, de seguida, o Regulamento desse concurso.



Concurso  “Reutilizar e Criar”

Regulamento

1   1. O Concurso Reutilizar e Criar é dinamizado por um grupo de alunos do Clube de Leitura da Biblioteca, em colaboração com a professora bibliotecária, com o objetivo de consciencializar os alunos em particular e a comunidade em geral sobre a importância de preservar o meio ambiente e incentivá-los a terem práticas mais sustentáveis através da reutilização dos materiais recicláveis.

2    2.Objetivos:

·       Promover a Educação Ambiental;
·        Proporcionar ao aluno a compreensão da problemática sócio- ambiental;
·        Conhecer a realidade do material reciclável na escola e em seu entorno;
·       Desenvolver o interesse para trabalhar com materiais recicláveis visando o reaproveitamento;
·       Estimular a criatividade por meio das artes a partir de materiais recicláveis.

3    3. Participantes:

Podem participar todos os alunos da EBDNAP.

4    4. Confeção

O trabalho será confecionado a partir do tema Reutilizar e Criar com a proposta de fazer brinquedos e /ou objetos utilitários, utilizando materiais recicláveis, reaproveitáveis ou resíduos, tais como plástico, alumínio, papel, papelão entre outros, não sendo permitido, em hipótese alguma, a utilização de material orgânico (cascas de frutas, alimentos perecíveis, papéis molhados ou engordurados, cascas de ovos), vidros de espécie alguma, além de qualquer tipo de material tóxico.     
  
5. Cada participante pode apenas concorrer com um trabalho. 

6. Os trabalhos para concurso devem vir identificados com nome, número e turma. 

7. Prazo de entrega : dia 26 de abril de 2019.

8. O júri do concurso será constituído pela professora bibliotecária da EBDNAP, um professor de EVT e os alunos do Clube de Leitura envolvidos nesta iniciativa.

9. Das decisões do júri não caberá recurso. 

10. Qualquer situação omissa no presente regulamento será resolvida pelo júri.

A professora bibliotecária
                                                                                                                                         Paula Maria Vaz


Votos de bom trabalho e de ideias... luminosas!



quinta-feira, janeiro 10, 2019

O REPÓRTER BELGA TINTIM SOPRARIA HOJE 90 VELAS!

 

O intrépido repórter belga Tintim, personagem criada pelo célebre artista belga Hergé, completa hoje 90 anos, uma vez que esta personagem de banda desenhada desenha surgiu há nove décadas, no dia 10 de janeiro de 1929, na revista Le Petit Vingtième.


O sempre jovem e corajoso Tintim fez descobrir o mundo a quatro gerações de leitores, através das suas aventuras que o levaram da Bélgica à Escócia, ao Perú, à China e até ao Tibete! Tintim até caminhou na Lua, acompanhado pelo seu cão Milú.


Foram até hoje vendidos mais de 240 milhões de albúns de Tintim. A personagem criada por Hergé  é pois conhecida no mundo inteiro.

Parabéns Tintim!

 

 

quarta-feira, janeiro 02, 2019

VOTOS DE SPF e ML para 2019!


Assentada a poeira dos arrasadores e intensos festejos de fim de ano, os autores do Blogue do Capitão Kispo apresentam a todos os leitores, simpatizantes e visitantes ocasionais os seus mais sin  ceros votos de Bom Ano 2019, repleto de Saúde, Paz e Felicidade e, claro, um ano de MUITAS LEITURAS!

quinta-feira, dezembro 13, 2018

2018: UM MUNDO DE MIGRANTES




 Foto disponível em: https://refugeesmigrants.un.org/fr

Pode acontecer a qualquer um de nós: tornarmo-nos, por motivos que agora não antevemos, migrantes. Como tantos milhares, milhões, de seres humanos. 

Há quem seja obrigado a sair do seu país por causa de conflitos, guerras, catástrofes naturais, ou necessidades económicas. Para muitos milhões de pessoas a vida é não só difícil, como se transformou numa árdua luta pela sobrevivência. 

É justamente no dia 18 de dezembro que se assinala essa dura realidade no DIA INTERNACIONAL DOS MIGRANTES, alertando-se os povos para os direitos dos migrantes de todos os que se lançam de forma destemida pelos caminhos incertos do mundo em busca de melhor sorte ou de uma vida mais digna, em paz. Nessa viagem perigosa, muitos perdem a própria vida.

A data foi proclamada em 2000 pela Assembleia Geral das Nações Unidas sendo assinalada neste dia desde então.

Para saber mais  

domingo, novembro 11, 2018

1918-2018: RECORDAR, APRENDER PARA NÃO RECOMEÇAR


Celebra-se hoje, em Paris, numa grandiosa cerimónia onde estão presentes dezenas de chefes de estado convidados pelo atual Presidente da República Francesa Emmanuel Macron, o centenário do Armistício da I Guerra Mundial (1914-1918).


No dia 5 de fevereiro de 2012, desapareceu a última pessoa a ter participado na I Guerra Mundial. Era Florence Green, uma inglesa que trabalhara para a Royal Air Force. Tinha 110 anos.
 
É nosso dever de memória recordar todos os que deram a sua vida neste terrível e mortífero conflito, que decorreu sobretudo em solo francês, mas que se alargou à Europa e ao mundo, e celebrar a paz tão caramente alcançada. A paz é uma dádiva, um bem precioso, que devemos ajudar a manter e a construir diariamente, promovendo a cooperação, o entendimento e a amizade entre os povos.
 
Celebrar a paz é uma forma de desejar que a tragédia da I Guerra Mundial nunca se volte a repetir; que o ódio do outro, o medo da diferença, a xenofobia que levam à desconfiança e à guerra não voltem a assombrar a Europa e o mundo.
 
Calcula-se que este conflito terá provocado 20 milhões de vítimas, cerca de metade civis. 
Os Aliados  perderam 5,7 milhões de soldados, as Potências Centrais, 4 milhões
O número de Portugueses que participaram no conflito foi de 100 000, do lado aliado; 7500 combatentes perderam a vida.
 Cemitério de Verdun, onde decorreu uma das mais mortíferas batalhas, em França.

Como disse Benjamin Franklin: " Nunca houve uma guerra boa, nem uma paz ruim."

segunda-feira, outubro 22, 2018

A LENDA DE SANTA IRIA... ECOS DE OUTROS TEMPOS


O Outono reaviva em Tomar memórias de outros tempos carregadas de melancolia e de nostalgia.
A animação da tradicional Feira de Santa Iria faz palpitar a cidade, de cor, luz, sons, movimento. 
A queda das folhas cansadas após um Verão de fogo, os aguaceiros que caem sem aviso, as nuvens pesadas que tapam o sol intermitentemente, o cheiro espesso e denso a castanhas assadas, a farturas e a pão quente, os risos alegres, os gritos das crianças, criam um ambiente único em que a Natureza e os seres humanos vivenciam simultaneamente um momento de transição e de transformação. Deixou de ser Verão e o Inverno inclemente ainda não é totalmente mestre dos dias.
Mas já se procura a tranquilidade quente dos refúgios, dos abrigos, a proximidade acolhedora das lareiras. Neste ambiente, entregamo-nos mais facilmente à contemplação, à meditação ou à reflexão.
É o tempo ideal para recordar uma lenda antiga, que permanece viva em Tomar: a Lenda de Santa Iria.
Muitas versões existem desta lenda. Propomos aqui uma versão resumida. 

 Lenda de Santa Iria

Há muito tempo, no ano 651, na antiga Nabância (atual Tomar), durante as celebrações do Dia de São Pedro, a 29 de junho, a jovem e belíssima Iria saiu do seu convento. A jovem Iria era um modelo de virtude e piedade.

Iria, acompanhada por umas freiras, ia assistir à missa na pequena igreja de São Pedro Fins, que ficava perto do convento. Depois da missa, Iria pretendia participar na procissão em honra de São Pedro. As únicas vezes em que Iria deixava o convento eram para assistir à missa ou rezar.

Iria - um bonito nome derivado de uma palavra grega que significa “paz” - nascera em 635 numa família nobre e muito influente. Os pais de Iria, para a proteger, mandaram-na para uma escola religiosa dirigida por um tio, o monge Célio. Os seus estudos eram orientados por um conceituado tutor espiritual, o monge Remígio.


Então, nesse dia 29 de junho do ano 651, durante a procissão em honra de São Pedro, um jovem nobre visigodo chamado Britaldo, que tinha por hábito compor canções perto do rio Nabão, ao ver a formosa Iria ficou imediatamente apaixonado. Britaldo era filho do príncipe Castinaldo, que então governava a Península Ibérica.


Britaldo disse-lhe que queria casar com ela; Iria não só recusou como também deixou bem claro que nunca casaria com ele. Desesperado, Britaldo entrou em depressão. Deixou de comer. Estava tão doente que a sua família chegou a temer pela sua vida. Para tranquilizá-lo, Iria disse-lhe que pretendia dedicar a sua vida a Deus, tornando-se freira.

Iria disse também a Britaldo que o seu coração jamais pertenceria a outro homem. 

Mas, infelizmente, dois anos depois, o monge Remígio apaixonou-se por ela. Iria recusou os seus avanços. Então Remígio espalhou boatos maldosos, dizendo que ela estava grávida. Além disso, ele conseguiu fazer com que ela bebesse uma poção que fez a sua barriga inchar.

Aparentemente grávida, Iria foi forçada a abandonar o convento, apesar de proclamar a sua inocência. Ela dizia ter sido vítima de um erro terrível, mas ninguém acreditava nela! Britaldo acabou por ter conhecimento da sua suposta gravidez e infidelidade. Furioso, ele ordenou ao seu criado Banão que matasse Iria.  


Assim, no ano 653, no fatídico dia 20 de outubro, quando Iria voltava para casa depois de visitar um idoso doente, Banão, obedecendo às ordens de Britaldo, aproximou-se dela e matou-a com um único golpe de espada. O corpo de Iria foi lançado ao rio Nabão. Depois, seguiu pelas águas turbulentas do rio Zêzere, acabando por chegar até ao rio Tejo.

Em Tomar, no Convento de Santa Iria, no local onde Iria foi morta e o seu corpo lançado  às águas do rio Nabão, existe uma cisterna com uma escultura representando Iria na parede.


Finalmente, o corpo de Iria foi recuperado, não corrompido, nas águas arenosas do rio Tejo por monges beneditinos perto da antiga cidade de Scalabis (atualmente cidade de Santarém).

O tio de Iria, o abade Célio, recebeu em sonhos a revelação sobre a verdadeira história da sua sobrinha e a localização do seu corpo. O corpo de Iria permaneceu milagrosamente incorrupto durante vários séculos.


Britaldo e Remígio, sabendo do milagre, confessaram os seus crimes, foram a Roma e fizeram penitência. Uma igreja foi construída no monte arenoso onde o corpo de Iria foi encontrado. Tão grande era a devoção prestada à santa virgem, que o povo de Scalabis decidiu mudar o nome da sua cidade para Santarém ("Santa Irene").


Atualmente, Santa Iria é a padroeira da cidade de Tomar e deu nome à cidade de Santarém. A sua festa celebra-se no dia 20 de outubro. Para recordar o martírio de Santa Iria, todos os anos, nesse dia, realiza-se em Tomar uma magnífica procissão.

E, em honra de Santa Iria, centenas de crianças deitam flores ao rio Nabão, perto do Convento de Santa Iria, no centro de Tomar. É um momento absolutamente magnífico e algo mágico!

No mês de outubro, realiza-se igualmente em Tomar a tradicional Feira de Santa Iria.



Para saber mais sobre Santa Iria e ter acesso a outras versões da lenda, recomenda-se a consulta dos seguintes sites: